domingo, 3 de maio de 2009

fracasso surpresa

Quanto tempo não apareço por aqui.
Hoje decidi contar algo engraçado e estressante que aconteceu comigo ontem. Durante a semana passada, meus amigos e eu estavamos organizando uma festa surpresa para uma amiga nossa, estava tudo certo, a festa começaria as 15 horas e nós chegariamos umas 12 horas para poder arrumar tudo. Meu pai estava responsável por levar a gente para o lugar, mas infelizmente ele se atrasou um pouco (2 horas) e nós tivemos que arrumar tudo um pouco apressados. Chegou as 3 horas da tarde, vamos começar a esperá-la ansiosos, os outros convidados estavam chegando, mas nada da aniversáriante chegar, passaram-se uma, duas, três horas e nada dela chegar, "Caralho" pensei "que porra que ela está fazendo que ainda não chegou?". Ficamos esperando, surgiu a ideia de começar a festa sem ela, claro, já haviam se passado 4 horas que estavamos esperando a porra da aniversáriante. Não sabiamos de quem ficar com raiva, dela (a aniversáriante) que era lerda de se arrumar, ou da nossa amiga que ficou responsável de levá-la ao local que não a apressava para chegar logo.
Finalmente ela chegou, quase oito horas da noite, ninguém tinha vontade nem sequer de cantar os parabéns e todos os convidados estavam saindo assim que partiu o bolo "desculpa fulana, é que eu falei para meu pai que a festa terminava por volta das oito da noite". Então ficadica, quando alguém lhe chamar para a festa de um primo, vizinho ou tanto faz um dia depois do seu aniversário, NÃO DEMORE HORAS SE ARRUMANDO PORQUE ISSO DA MUUUUUUUUUUUUITA RAIVA!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

desabafo.

De volta a terra de onde aqueles que me fizeram nasceram estou eu. Nada como voltar ao interior do estado, em uma cidade de apenas 2000 habitantes e senti a paz que por aqui reina. É um tanto perfeito para tal situação, tirando o fato do carro que acabei de quebrar.
É triste, sempre quando me diziam "você vai reprovar no seu exame de habilitação, terás sorte se passar no psicoteste" e eu nunca acreditava, mas enfim a prova se concretiza, quebrei o carro do meu pai.

domingo, 5 de abril de 2009

o conto da mala roubada

Estava sem nada para postar, então decidi contar um pouco da minha história. Apesar de curta, já tive milhares de experiências que realmente valem a pena serem divididas. Tudo começou quando eu tinha seis anos, meus pais me inscreveram em um curso de inglês. A partir daquele ponto eu vi o meu amor a aprender novas línguas. Com 13 anos decidi que queria fazer intercâmbio e com 15 o meu desejo virou realidade. E garanto-lhe, foi um marco decisivo para minha vida.
Hoje dividimos as fases da vida da gente por faixa etária, criança, pré-adolescente, adolescente, adulto, idoso... Mas eu prefiro, hoje, dividir minha vida assim: Antes e depois do meu intercâmbio. Se eu me achava maduro o suficiente até aquele ponto eu descobrir que não passava de uma criança e eu digo, se roubassem a minha mala naquele ponto, eu sei que eu reagiria de forma diferente (bem mais imatura). Conhecer novas culturas, vivenciar uma rotina diferente, comida diferente, conhecer e fazer amigos diferentes, tudo aquilo não passava de um sonho o qual não queria acordar. Claro, nem tudo são mar de flores, eu morria de saudades de tudo que demorei 15 anos para construir, mas para uma pessoa jovem como eu, cada descoberta é uma meta cumprida e também a ida e a volta que não foram nada fácil. A ida, porque é realmente difícil sair da barra da saia de sua mãe e a volta (que é pior) porque agora todo o encanto acabou, não teria como ver tudo e todos ao mesmo tempo nunca mais na minha vida, poderia encontrar com um ou outro, mas todos juntos não tem como. Quando eu partir, estava em busca de um novo horizonte, quando eu voltei, estava deixando para trás uma conquista. Os outros brasileiros tudo bem, já nos encontramos, vamos nos encontrar novamente e novamente e novamente e novamente, mas e os outros? Os canadenses, os alemães, os mexicanos, coreanos... Posso encontrar mais uma ou duas vezes e basta.
Mas enfim, agora vocês já sabem o que eu senti, que será fundamental para saber o que se passou na minha cabeça nessa aventura de um adolescente de idade mediana. E para deixar realmente o que eu senti nesse post, não o corrigi, podem ter repetições e tudo mais, mas a correção seria como se limpasse o sentimento.
p.s. ênfase para o post passado: Saudades dói.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

o pior sentimento do mundo.

"Para você, qual é o pior sentimento do mundo?", famosa frase que sempre ouvimos e como aqui eu sempre posto as reflexões mais (digo, as únicas) coerentes, resolvi falar sobre a minha teoria sobre os sentimentos. A resposta mais frequente (sem o trema) é, sem dúvidas, o ódio. Podemos colocar com a prata a raiva ou a inveja, mas, na minha opinião, nada chega perto da saudade.
Imagine você criar laços extremos com pessoas de diferentes lugares e do nada se separarem? imagine como seria se você recebesse uma proposta de um emprego que você realmente deseja e ter que mudar de cidade e ficar longe da sua família? Imagine como seria se simplesmente você ficasse longe das pessoas que você gosta. É de fato desgastante, aliás, doloroso. Bom, e daí que vem a minha indignação quando as pessoas dizem que o pior sentimento que uma pessoa pode sentir é a raiva, a inveja ou o ódio, porque nada, eu disse nada, doi mais do que ficar longe de quem você quer bem.
Tem pessoas que dizem que sentir saudades em um relacionamento é bom. Depende muito! Depende de quando vão se ver novamente, da distância entre um e outro e de diversos outros motivos. Mas imagine como seria viver em países diferentes e até mesmo falar línguas diferentes? Nesse caso não temos saída.
Hoje mais cedo tive a maravilhosa surpresa, uma ligação da Alemanha. Tive a oportunidade de falar com uma amiga minha que conheci no Canadá e que era da Alemanha, tadinhos de nós, eu, um brasileiro que estava prestes a ser saqueado, e ela, uma alemã com o coração extremamente doce. Não, não namoramos. Mas somos muito amigos. Nesse caso, a saudade é quase impossível de ser combatida. Brasil, Canadá e Alemanhã são rotas extremamente distintas, mas que apesar de tudo, os laços continuam fortes.
Por isso eu lhes garanto, nunca deixem seus laços afetivos se partirem, não importa qual seja a distância, e lembrem-se, o pior sentimento do mundo não é aquele que aféta sua beleza e aumenta a sua quantidade de rugas e sim aquele que doi no coração.

sábado, 28 de março de 2009

Explosão Coloridas

Estas imagens são do fotografo Alan Sailer, que por sinal estão simplesmente geniais. As fotos são do momento em que certos objetos são atingidos por um projétil (uma bala de uma arma).
Prestem atenção como os objetos vão mudando de forma até virarem lixo. Ele disse "A preparação é muito estressante. Leva muito tempo para posicionar o objeto e programar a câmera. Um segundo depois acabou. Se você tem a foto, maravilhoso. Do contrário, o que resta é a bagunça para limpar". O nome das fotos é Explosões Coloridas, olhem-as e vejam porque...
Apreciem.




parênteses

momento de reflexão...

(Abre parênteses

É totalmente incrível como nos dias de hoje não temos tempo para dedicarmos a nós mesmos e que nem percebemos quando isso acontece. Recebo diariamente mensagens no meu e-mail falando "deixe um tempo para você" ou "relaxe mais" e o mais engraçado é que nunca achamos que realmente os nossos afazeres estão nos consumindo. Eu cheguei a essa conclusão hoje quando vim escrever. Fazem dias que não venho aqui e eu não tinha me dado conta disso.
Realmente, viramos pessoas alienadas com o que devemos fazer para um dia podermos fazer o que gostamos, mas os deveres nos consomem tanto que as vezes fica a leve impressão que nunca chegará o momento que poderemos nos dedicar naquilo que sempre sonhamos (ou não teremos mais condições físicas nem idade para isso).

Fecha parênteses)

segunda-feira, 23 de março de 2009

estilhaço dos orgãos internos das nossas almas

Passei por uma situação constrangedora hoje, ou pelo menos quase. Em uma das minhas crises de falar (gritar) tudo o que vem em minha mente durante uma das aulas pela manhã quase disse algo que afetaria diretamente a uma amiga minha.
"Eu disponibilizarei essa aula na internet para vocês, assim vocês podem olhar o assunto nos seus respectivos computadores" disse o professor, então pensei em uma piadinha (sem graça) e em milisegundos mudei de ideia e simplesmente não falei, "e eu que não tenho computador e não tenho vizinho nenhum para olhar a internet, faço como?" seria a piadinha (sem graça) que pretendia falar. Mas o que há de errado nisso? Nada demais para uma pessoa da classe média, mas tudo de ofensivo para uma pessoa que não tem condições e sua família se mata para poder lhe sustentar em uma escola particular sendo que as vezes nem dinheiro para o pão eles tem para comprar. Eu simplesmente bloqueei esse meu pensamento quando lembrei da minha amiga, mas se não lembrasse eu iria falar. Viva a ignorância de uma pessoa que nunca passou fome. E se houvessem outras pessoas na sala as quais passassem dificuldades também? Eu as ofenderia de forma tão grotesca que se eu tomasse conhecimento daquilo, me tornaria alguém altamente constrangido e as milhões de desculpas que eu pedisse não iriam resolver porque a pessoa iria dizer "não ligue não, eu nem ligo para essas coisas" e eu saberia que no fundo no fundo a pessoa estava sendo espedaçada pelo eco das palavras podres ditas pela minha boca.
O problema disso tudo está na famosa ignofrase (frase de ignorantes) que falamos "Eu não tive a intenção, JURO", em acharmos que tudo o que falamos pode ser revertido, em pensar que todos estão no mesmo nível que a gente e aqueles que estão em um nível maior são simplesmente podres e metidos. O que precisamos (percebeu que estou usando sempre a segunda pessoa? É porque eu faço parte dessa mediocridade) é abrir os olhos a todas as situações de preconceito. Piadinhas são palavras de humor, algo que nos faça rir, mas já pensou que contando uma piada além de fazer certas pessoas rirem (o que é a intenção) você está fazendo certas pessoas chorarem?
Gosto de chamar isso de estilhaço dos orgãos internos das nossas almas, ou, como dizem por ai ferir nossos sentimentos. Eu pensei dessa forma, porque era uma amiga minha que iria sofrer e sei que se não conhecesse alguém, ou não lembrasse, iria falar sim, graças a minha pura e santa ignorância. Pense nisso antes de falar alguma coisa, as vezes as pessoas sabem fingir o que sintem e por trás das risadas podem haver gritos e gemidos de dor.