segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Obs.

Enquanto o vento se movimenta freneticamente e os pássaros levantam voo, minha cabeça gira em pensamentos leves sobre como seria estar ao seu lado agora. Imagino aquela fragância forte e doce ao mesmo tempo me sufocando e rodando pelo ar condicionado do carro, como seria magnífico estarmos juntos agora.
E então me lembro de versos que escrevi a uma amiga:
A cada dia que passa
O tempo distância o dia em que nos conhecemos.
A cada dia que passa,
O tempo inventa coisas para fazermos.
A cada dia que passa,
O tempo aumenta a intensidade das coisas que vivemos.
A cada dia que passa,
O tempo me faz amar mais você.
Mas a verdade é que a cada dia que passa, eu preciso estar sempre mais perto de você

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

a véia cada vez mais sabida.

A certo tempo atrás escrevi um artigo sobre as relações familiares, o artigo estava mais focado na relação Avó e Neto. Continuo achando engraçado como os tempos mudaram e como as relações de hoje em dia são cada vez mais fortes, ao contrário do que vejo em matérias de revistas, jornais e na própria internet. É de fato uma acusação fajuta de que a internet, a globalização e todos os avanços tecnológicos têm atrapalhado as relações familiares. Tudo bem, eu sei que elas não são tão mais carne e osso como antigamente, mas me sinto tão mais próximo da minha família agora, já que para dizer “oi, tudo bem” está cada vez mais fácil. Mas enfim, Hoje, venho aqui mais uma vez falar um pouco dessa relação magnífica que tenho com minha avó que já está no seu quinto semestre da UATI (Universidade Aberta à Terceira Idade, que já foi citada aqui antes) e a cada dia que passa, tenho a certeza que esse foi um dos melhores projetos já criados pelo ser humano. (mais uma vez meus dignos aplausos a UNEB pela iniciativa).

Para quem não sabe, eu e minha avó temos uma relação muito próxima e um amor imenso de um para o outro que foi alimentado desde quando eu era criança. E desde que a véia entrou na UATI, nossas conversas e risadas têm sido muito mais gostosas. Cheguei a comentar no artigo anterior um pouco sobre essas aventuras de minha querida idosa e a pedidos dela, volto aqui para declarar o quão satisfeito estou com o projeto realizado pela UNEB. A cada semestre que passa minha rede social com pessoas de idades mais avançadas aumenta. E o que eu tenho a declarar sobre isso? A coisa mais magnífica de todas! Acho engraçadas as rodas de café que eu, minha avó e suas coleguinhas temos de vez em quando. Acho maravilhoso receber cocadinhas e comidinhas das coleguinhas da universidade de minha avó, mas o mais esplêndido é ver o quanto nós temos o que aprender com elas e vice-versa.

Hoje em dia eu trabalho em uma empresa que segue diversas vertentes, e uma delas é a parte de reforço escolar, cujo professor sou eu, e ai acabou! Recebo conhecimento e prazer de todos os lados e idades: dos meus amigos que têm a mesma idade que eu, dos meus alunos que são mais novos e das minhas avós emprestadas que se tornam cada vez mais inteligentes e espertas graças as suas aulas que vão de artesanato às línguas estrangeiras. Nesse semestre, minha amada idosa cursa informática, espanhol e dança contemporânea (isso mesmo, DANÇA CONTEMPORÂNEA, essa véia é demais mesmo) e graças a essa oportunidade que a ela foi cedida, uma cadeia de conhecimento foi acrescentada a ela, além de reduzir uma média de vinte anos na sua idade e aparência.

Fico inteiramente grato de poder partilhar todas as experiências dessa jovem mulher que não se cansa de experimentar novas coisas e que não tem medo do tempo. Fico inteiramente feliz em saber que ainda existem pessoas que pensam em como poder beneficiar os outros com projetos tão belos e tão simples como esse da UATI. Gostaria de aproveitar um espaço e declarar mais uma vez o meu amor imenso por essa pessoa que tanto acrescentou na minha vida e que tanto me importa, essa pessoa que apesar de ter seus meros setenta e tantos anos e seu caminhar meio sedimentado por causa dos problemas da idade, está sempre tão disposta a apostar nos erros para transformá-los em acertos. Enfim, acho eu por hoje é tudo.


p.s. nem a osteoporose consegue impedir que minha avó dance feito jovem.

parênteses.

(abre parênteses


Mais uma vez, apenas um garoto cujas malas haviam sido roubadas, pensando sobre tudo que vem acontecendo atualmente.
As pessoas brigando e criando rivalidades por questões políticas, outras apenas sendo imparciais e outras simplesmente sendo nada, que por sinal se tornou a maioria.
Nunca havia visto tamanha campanha para presidência, talvez pelos poucos anos que se passaram desde que minha mala foi roubada, mas seria realmente a hora de mudarmos o que está em fase de crescimento? minha caixa de e-mails nunca foi tão cheia de atritos entre políticos e xingamentos contra eles e a única coisa que vem a minha mente é: sinto falta da época que os e-mails eram apenas piadas sobre como somos idiotas, já que agora são apenas e-mails de como somos idiotas e ponto.

fecha parênteses).

just a teenager

Pensando sobre a vida e curtindo as músicas da minha playlist cheguei a seguinte conclusão: para quê se preocupar tanto com a vida se o tempo passa tão devagar? mesmo quando temos aquela sensação de tempo acelerado, o tempo continua no mesmo ritmo que sempre seguiu.
Todos os stresses da vida e toda as preocupações não passam de meros passatempos do destino. Enquanto ele se diverte nos vendo loucos, nós nos matamos aos poucos ligando para isso. Claro, reponsabilidade todos devemos ter, mas será que deveriamos deixar o destino pregar certas peças na gente ou deveriamos fazer o oposto?

ficadica: curta a vida e ponto.
afinal, todos ainda somos meros teenagers!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

parênteses

(Abre parênteses
E lá estava eu, um mero garoto cuja mala havia sido roubada, pensando sobre quais decisões tomar. O engraçado da história é que você tem certeza que as vezes certas decisões nem são tão importantes assim, elas simplesmente são urgentemente momentâneas e por isso parece ser uma decisão realmente muito importante. Você sabe que dalí a um tempo, tudo não passará de uma piada ou um grande momento que você realmente deseja apagar da memória.
Enfim, nem tenho muito o que dizer hoje, só postei mesmo para não perder o costume.
Fecha parênteses)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

De volta ao velho.

Hoje pela manhã lembrei que tinha esse blog (que por sinal é muito antigo) e decidi voltar a usá-lo. E para voltar em grande estilo, vou compartilhar o que tem acontecido comigo ultimamente.
Bom, hoje já sou um "adulto" e junto a esse conto de fadas vem um grande vilão: a responsabilidade. A partir de agora eu tenho que tomar decisões que vão influenciar no que serei profissionalmente (não que nada que tenha feito antes não influencie, mas agora é diferente). Decisões como: que curso fazer, que profissão seguir, quanto devo me dedicar ao trabalho... E para piorar, cada passo, cada movimento vai atingir diretamente o seu futuro. Faz pouco tempo que eu descobri que as opniões das pessoas são realmente importantes, mas nada é tão importante quanto a sua própria opnião. Porque devemos fazer cursos que nos dão simplesmente dinheiro? Porque medir milimetricamente cada passo dado com medo de errar? Não vim aqui para ser mais um conselheiro abestalhado que fala simplesmente que as pessoas devem fazer o que gosta e blábláblá! Eu vim aqui para dizer simplesmente que se você vai fazer o que você gosta, você não pode ter medo de encarar aquilo! Nem, principalmente, medo de fazer algo que as pessoas ao seu redor vão reprovar. Para exemplificar, vamos ao meu caso:
Sempre gostei muito de atuar e sempre tive em minha cabeça a ideia fixa de que me tornaria um grande artista, mas por conselhos de terceiros decidi investir em algo primeiro para depois poder realizar meus sonhos com uma boa quantia de dinheiro no bolso e por isso comecei semestre passado o curso de Direito. Na faculdade conheci pessoas magníficas, professores exelentes e vi matérias que realmente acrescentaram algo na minha vida e estava muito feliz em saber que a cinco anos me tornaria um grande advogado, até que aconteceu algo que me fez pensar duas vezes. Fomos ao fórum e ao tribunal fazer uma visitação para conhecer o ambiente que estariamos em constante contato, coloquei meu terno, meu perfume mais caro, óculos de marca, gel no cabelo e muita confiança no bolso. Olhei-me no espelho e fiquei orgulhoso ao ver que realmente algo havia mudado em mim. Chegando lá, não vi outra coisa além de pessoas que estavam do mesmo jeito que eu, ouvi palestras de pessoas que eram muito bem sucedidas onde estavam, histórias de pessoas que batalharam bastante para chegar alí, muitos papéis, responsabilidade e por mais magníficas que fossem as histórias eu não consegui enchergar ou ouvir NADA além de lamentos por estarem presos a um escritório tendo que usar um terno por obrigação, experimentando as mesmas coisas todos os dias. Sério, aquele lugar me cheirava tristeza! E aí veio a minha autorreflexão: "será mesmo que eu quero isso para mim?", "será mesmo que vão valer a pena todos esses anos estudando para viver assim?". A resposta, claro, era não. Eu não conseguia imaginar aquelas pessoas com tempo livre para poder cuidar dos seus filhos, ou mesmo que tivessem não o fariam por estar muito cansados ou por ter um dia exaustivo no trabalho... Eu não iria conseguir viver daquele jeito, não conseguiria desgrudar da minha alegria em experimentar novas personagens a todo momento, em conhecer pessoas novas, em trabalhar em projetos diferentes. Não conseguiria projetar minha vida em quinze anos sentado numa cadeira super confortável vivendo processo por processo e esperar anos até eles se concluirem. Por isso desisti do curso e hoje eu estou pronto de verdade para viver o que eu quero viver. Talvez esse seja o maior erro da minha vida... quem sabe eu seja um total fracassado no que quero fazer e que tenha que viver as custas dos meus pais o resto da minha vida... mas e se não for?
e aqui estou eu, de volta ao velho que na verdade é tão novo quanto posso imaginar

domingo, 3 de maio de 2009

fracasso surpresa

Quanto tempo não apareço por aqui.
Hoje decidi contar algo engraçado e estressante que aconteceu comigo ontem. Durante a semana passada, meus amigos e eu estavamos organizando uma festa surpresa para uma amiga nossa, estava tudo certo, a festa começaria as 15 horas e nós chegariamos umas 12 horas para poder arrumar tudo. Meu pai estava responsável por levar a gente para o lugar, mas infelizmente ele se atrasou um pouco (2 horas) e nós tivemos que arrumar tudo um pouco apressados. Chegou as 3 horas da tarde, vamos começar a esperá-la ansiosos, os outros convidados estavam chegando, mas nada da aniversáriante chegar, passaram-se uma, duas, três horas e nada dela chegar, "Caralho" pensei "que porra que ela está fazendo que ainda não chegou?". Ficamos esperando, surgiu a ideia de começar a festa sem ela, claro, já haviam se passado 4 horas que estavamos esperando a porra da aniversáriante. Não sabiamos de quem ficar com raiva, dela (a aniversáriante) que era lerda de se arrumar, ou da nossa amiga que ficou responsável de levá-la ao local que não a apressava para chegar logo.
Finalmente ela chegou, quase oito horas da noite, ninguém tinha vontade nem sequer de cantar os parabéns e todos os convidados estavam saindo assim que partiu o bolo "desculpa fulana, é que eu falei para meu pai que a festa terminava por volta das oito da noite". Então ficadica, quando alguém lhe chamar para a festa de um primo, vizinho ou tanto faz um dia depois do seu aniversário, NÃO DEMORE HORAS SE ARRUMANDO PORQUE ISSO DA MUUUUUUUUUUUUITA RAIVA!